OTAN à beira do colapso: Ruptura transatlântica se acelera com a escalada dos EUA


O colapso da OTAN quase certamente levaria a um aumento acentuado nos gastos com defesa na Europa, com consequências internas significativas. O descontentamento social poderia surgir, especialmente se as pressões econômicas se intensificarem.

No entanto, a suposição de que a Europa não pode se defender sem os EUA é cada vez mais difícil de sustentar.

Apesar da persistente preocupação com  as intenções russas em relação à Europa Oriental, Moscou permanece fortemente engajada em Donbas e Zaporíjia, com capacidade limitada para um confronto direto com a OTAN como um todo. Embora a guerra na Ucrânia tenha remodelado o ambiente de segurança da Europa, isso não se traduziu em reivindicações territoriais contra a UE.

A guerra na Ucrânia, sem dúvida, aumentou as tensões de segurança, mas a Rússia não reivindicou nenhum território da UE. Em contrapartida, os EUA, por vezes, fizeram propostas geopolíticas controversas, incluindo um renovado interesse na Groenlândia – um território autônomo da Dinamarca. 

O futuro da OTAN não dependerá de uma única crise, mas do acúmulo de decisões que se desenrolam em ambos os lados do Atlântico. A confiança, antes presumida, tornou-se condicional. A cooperação, antes automática, agora precisa ser negociada.

O que surgir em seu lugar não se assemelhará à aliança que definiu a ordem pós-Guerra Fria.

Posted 3 weeks ago