Revelações sobre a preparação da guerra contra o Irã



22 de abril de 2026 - Redação Rede Global de Comunicação Conhecimento é Poder


Em 21 de Janeiro de 2026, no Fórum Econômico Mundial (Davos), Scott Bessent, Secretário norte-americano do Tesouro, declarou : «Funcionou porque, em Dezembro de 2025, a economia deles (...Irã) entrou em colapso. Vimos um grande banco a falir. O banco central começou a imprimir dinheiro. Havia uma escassez de dólares. Eles não conseguiam importar, e foi por isso que as pessoas saíram para as ruas.»

Esta primeira confissão modifica profundamente a nossa compreensão sobre as manifestações de Janeiro. Já havíamos salientado que elas tinham sido uma reação popular à falência do Banco Ayandeh, em outubro de 2025. Os pequenos depositantes viram-se subitamente arruinados. As reivindicações eram exclusivamente econômicas. Ninguém reclamava uma «mudança de regime».

• Em 5 de Abril de 2026, durante uma entrevista telefônica com a Fox News, o Presidente Donald Trump, congratulando-se antecipadamente por um acordo com o Irã, admitiu, sem rodeios, que «Washington armou grupos curdos iranianos da oposição durante os protestos de Janeiro no Irã.»

Tratou-se daquilo que a CIA chamava, no fim dos anos de 1990, a «estratégia de combate de cães». A Agência pretendia demonstrar então que podia provocar uma guerra civil fosse onde fosse. Este método fora usado com sucesso tanto na Iugoslávia como na Líbia e Ucrânia: colocam-se alguns “snipers” em telhados durante uma manifestação. Ao mesmo tempo, eles atiram sobre os manifestantes e sobre os polícias. Rapidamente, ambos os grupos consideram seus compatriotas como assassinos. É o início de uma «guerra civil».

• Portanto, está agora claro que foi também o caso das manifestações de Janeiro no Irã. Se as reivindicações contra a ruína dos depositantes do Banco Ayandeh se transformaram num banho de sangue, tal não se deveu unicamente à repressão pelos Guardiões da Revolução, mas sim à ação de Washington.

Desconhece-se, em absoluto, o balanço real de vítimas humanas destes acontecimentos. As estimativas variam de 2. 000 a 40. 000 mortos, segundo as fontes.

• Da mesma forma, parece que a morte do sargento francês Arnaud Frion, durante o ataque à base dos Peshmergas de Mala Qara (Iraque), em 12 de Março, pelo grupo Ashab al-Kahf, não foi um acidente. Cinco outros soldados franceses ficaram feridos na ocasião. De acordo com o Ministério Francês da Defesa, estes soldados participavam numa missão de formação de Forças iraquianas no quadro da luta contra o terrorismo. Segundo o Ashab al-Kahf, eles treinavam combatentes Peshmerga para intervir secretamente no Irã.

• Três conclusões se impõem :

1- Os Estados Unidos jamais tiveram a intenção de libertar os Iranianos “oprimidos” pelos Guardiões da Revolução. Além disso, muitos jovens iranianos juntaram-se aos Guardiões desde o início da guerra.

2- Os Estados Unidos não se lançaram no ataque ao Irã por pressão de Israel. Já o tinham planeado antes da reunião de 11 de Fevereiro, em Washington, com Benjamin Netanyahu.

3- A França está implicada nas operações secretas da CIA no Irã. Ela é parte atuante da guerra.

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