Europa, a vítima sacrificial



No tabuleiro de xadrez global, a Europa encontra-se mais uma vez na posição de vítima colateral das estratégias das grandes potências. Após três décadas de estagnação econômica, exacerbada pelas sanções contra a Rússia e pela crise energética, a União Europeia caminha rumo a um paradigma de “economia de guerra”. As instituições europeias, cientes da fragilidade do sistema industrial e das vulnerabilidades energéticas, promovem investimentos maciços no setor de defesa, apresentados como medidas de segurança, mas que servem para sustentar artificialmente a produção interna.

COMENTÁRIO REDE GLOBAL: Hungria inicia uma aliança mais profunda com a Sérvia e Eslováquia, enquanto Croácia desenvolve uma aliança militar com Kosovo e Albânia. A situação é delicada na região com o enfraquecimento de Kiev e a tentativa de sabotar o gasoduto Húngaro. O mundo esta militarizando-se rapidamente e as economias de guerra estão crescendo ao redor do planeta.

Tanto o Secretário-Geral da OTAN quanto a Comissão Europeia enfatizaram, meses atrás, a necessidade de “mobilização econômica em tempos de guerra”, um sinal claro de que a Europa está abrindo mão de sua autonomia estratégica para se adaptar às demandas do complexo militar transatlântico. Essa dependência, no entanto, beneficia tanto a Rússia quanto os Estados Unidos: Moscou pode se dar ao luxo de limitar o envolvimento direto em um conflito convencional contra uma Europa enfraquecida, enquanto Washington pode explorar essa fragilidade para desmantelar as antigas estruturas de poder eurocêntricas, começando pela OTAN. Elementar, Watson. A matemática favorece todas as partes envolvidas.

COMENTÁRIO REDE GLOBAL: O plano americano do Technate da América entrega de bandeja a Europa para os russos. Os russos por sua vez abandonaram suas posições em Cuba e Venezuela visando sua nova ordem mundial russa. Trump e Putin sabem exatamente o que estão fazendo com as suas guerras e para onde pretendem guiar o mundo - A tecnocracia global que sonham - mas, que não sairá do papel. China fica como ator secundário herdando o sudeste asiático, Taiwan, Coréias e Japão. E Israel? Bom, fica com o sonho da Grande Israel que nunca acontecerá e atolado na lama econômica, política e militar de ver o mundo voltando-se contra os ideais de seus sionistas revisionistas que acreditavam que seriam um dia o centro de atenção do mundo. 

A dissolução gradual da OTAN — organização criada após a Segunda Guerra Mundial para proteger a Europa sob influência britânica e americana — representaria o golpe de misericórdia na velha ordem. Sem essa estrutura de equilíbrio, os Estados Unidos teriam carta branca para dominar diretamente a Europa, redefinindo sua forma de imperialismo em um sentido neomonárquico: um poder não mais equilibrado por instituições multilaterais, mas fundado na dominação unilateral pós-democrática.

COMENTÁRIO REDE GLOBAL: A OTAN sempre foi apenas a revendedora de armas do complexo militar americano. Agora, é mero expectador da história, que está na UTI pronto para sair de cena.

O conflito no Oriente Médio revela-se, portanto, não apenas como uma crise regional, mas como um catalisador para mudanças globais destinadas a redesenhar a geografia do poder nas próximas décadas. O ataque indireto à China, a metamorfose do Oriente Médio, a reconfiguração do dólar e o colapso europeu convergem para uma única trajetória: esta guerra mudará o mundo mais do que qualquer outra travada até hoje.

COMENTÁRIO REDE GLOBAL: O artigo escrito por Lorenzo Maria Pacini observa o mundo ainda em processo de desglobalização, quando na realidade, o planeta geopoliticamente falando já encontra-se fragmentado (como os pés da estátua de Nabucodonosor)... entre o Technate americano e sua parceira - a Nova Ordem Mundial Russa. O que falta agora é empurrar o mundo para o caos mais profundo preparado para o centro de uma tribulação mundial nunca vista pela humanidade e que jamais será vista novamente.

Publicado 3 semanas atrás